BMW F800GS X Triumph Tiger 800XC

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SEXTA-FEIRA, 16 DE NOVEMBRO DE 2012

Todos sabem de minha admiração que já vem de longa data pelas motos BMW. Sempre achei difícil encontrar substitutas à altura de tais máquinas, seja por conta da tecnologia embarcada em tais motos, seja pelo design ou teorica confiabilidade mecânica. Costumo comentar que enquanto as outras estavam indo com a farinha, a BMW já vinha de volta comendo o bolo…É só dar uma olhada em termos de ABS, cardã, controle de tração, etc., que meu leitor vai compreender o que estou querendo dizer. Isso sem falar no design. Parece que todas querem imitar a BMW e ficar o mais parecidas possível com a mesmas, sobretudo em se tratando do segmento big trail. “Mutatis mutandis” é tipo o que acontece no mundo custom, onde todas querem se parecer com a Harley.
Assim, para mim a BMW até hoje tinha reinado absoluto sobretudo no setor das big trails. Até hoje…

O que mais me “emociona” no mundo, seja das motos ou das pessoas, são aquelas “inconformadas”. Claro, não as choramingas… Gosto daquelas justamente que não ficam choramingando dizendo que estão perdendo mercado, que o mundo não é justo, patati, patatá, e que diante das adversidades “tiram a bunda da cadeira” e fazem algo para mudar. A Triumph prá mim mostrou esse seu lado guerreiro.

Enquanto a Suzuki deixa a DL-VStrom cair no esquecimento (somando-se as inúmeras críticas dos clientes quanto a precariedade de atendimento da rede de concessionárias no Brasil, quem nem o modelo 2012 com ABS se dignou a trazer), a Honda que parece querer  nos entupir motos do início do século XIX como último grito, a Kawasaki  que tenta calçar suas luvas de boxe com a Versis (o que ouso teimar não se enquadrar na linhagem das big trails sob protestos ruidosos de muitos admiradores), e a Yamaha… Bem, a Yamaha que em se tratando de trails médias apenas se resigna a enfiar uma carenagem “grilística” que juram linda na antiga XT 600 e tenta a todo custo convencer os consumidores de  que fez misérias tecnológicas (sequer um réles ABS a Ténéré 660 ganhou)… …a Triumph simplesmente entra no ringue e se prepara para bater. E bater forte!!! Não é uma luta de “barbies”, mas de profissionais.

Em um canto, pesando185kg, 85cv’s e suspensões de 230 e 215mm de curso: BMW F800GS!!!
No canto oposto, pesando 201kg, 95cv’s e suspensões de 220 e 215mm de curso: Triumph Tiger 800XC!!!

Já daí começa o leitor mais atento a se questionar: mas porquê 16 quilos a mais? Nossa! 10 cavalos fazem bastante diferença. Sempre é bom ter mais cavalinhos… E o curso das suspensões então? Quanto maior, melhor. Não é assim?

Ponto para uma de um lado, para outra de outro.

Aí nos adentramos mais nas fichas técnicas de ambas motos, e vemos que enquanto a Triumph atinge seu torque máximo há 7850 rpm’s, a  BMW já o está fazendo em 5750 rpm’s. Uma diferença bastante significante, culpa do motor muito mais esportivo da Triumph, que privilegia as altas rotações e, bradam alguns, afasta a moto um tanto do “off road”. E aí, nota-se ainda que embora com maior cabvalagem, o torque da inglesa é quase 20% menor que da alemã. Com tudo isso, não faltam os que defendam que se sua praia é off, a BMW é a sua melhor opção enquanto outros que se vai andar mais no on, não precisa pensar duas vezes para embarcar numa Triumph. Os três cilindros da Triumph contra os dois da BMW, querem fazer confirmar a tese.

Por outro lado, a Triumph ainda apresenta uma altura de banco quase 30mm menor que a BMW, o que chamará atenção dos motociclistas que não tem lá descendência germânica e nem seus 1,80m de altura, estes se adaptando melhor à bávara. Claro que o curso menor dos amortecedores da Triumph também influencia nesse ponto e, de negativo, deixa  o cárter da última mais próximo do solo, o que nunca é boa coisa.

Assim como não é coisa boa uma moto com tanque pequeno e, aí a BMW ganha nota mais baixa. Apenas 16 litros no tanque sob o banco tem sido alvo de infindáveis críticas. 19 da Triumph já é um pouquinho melhor e, levando-se em consideração que os motores de altas rotações costumam ser um pouco mais econômicos do que torcudos de baixa, é a Triumph que promete uma autonomia ligeiramente menor. Não impressionaria algo na casa dos 400 e poucos quilômetros mantendo a mão leve…

Sistema de freios praticamente idênticos em ambas, com dois discos à frente e um na traseira. Praticamente o mesmo tamanho e componentes, com dois pistões por disco à frente e um atrás. A diferença fundamental parece estar no ABS. Lá fora é item opcional. Porém, pelo site brasileiro da Triumph, parece ser item de série. Uma preocupação – e dinheiro – a menos. Ou a mais, dependendo do ponto de vista.

No mais, são motos muito parecidas… Tanto que não fique surpreso se um frentista ou motoboy muito desavisado e metido a entendido lhe perguntar se a inglesa é uma BMW e a alemã uma Triumph e/ou vice-versa. Rodas e pneus de tamanhos idênticos, ambas contando rodas raiadas, injeção eletrônica, um painel que presta todas infomações necessárias, transmissão por corrente, boa capacidade de carga, etc., etc., etc. Confiáveis, confortáveis para o que se propõem e capazes de proporcionar bastante diversão a seus pilotos. A Triumph vence de um lado, a BMW de outro. Tudo depende do que está sendo analisado.

E por falar em dinheiro, que é uma das coisas que muito nos interessa, a Tiger 800XC vem anunciada a exatos R$ 39.900,00 enquanto que a F800GS estacionou na casa dos R$ 42.900,00. Isso o modelo “antigo” da BMW, lógico, pois ao que tudo indica, a nova 2013 vem com mais tecnologia (fundamentalmente ESA na traseira e também controle de tração), o que pode colocar alguns querequequés a mais no valor final da mesma.

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1964965421387877187#editor/target=post;postID=6595167692452756662
Agora resta ao consumidor escolher o que é o melhor para si…

Quanto a mim, confesso que estou em uma terrível dúvida. Terrível e doce dúvida…

Vejam o video:

Crédito das fotos: 
1 – site http://rootsbd.com
2 – google images 
3 – site forum.motociclismo.pt 
4 – site www.bikescatalog.com
5 – site www.motorcycle.com 
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* Informamos que os post elaborados são realizados geralmente apenas com base em informações variadas buscadas junto aos fabricantes, impressões “estáticas” das motos comentadas e ainda por matérias de diversas páginas da internet e imprensa especializada, nacional e sobretudo estrangeira, de onde procuramos selecionar os melhores e mais fidedignos dados. Junto a isso, adicionamos experiência de mais de 10 anos de pilotagem e centenas de milhares de quilômetros nos mais diversos tipos de motos, estradas e condições climáticas. É com estas bases e características técnicas de cada moto que procuramos emitir impressões acerca de um e outro modelo. Por tais razões, nossa opinião não é indicativo ou sequer sugestão para aquisição de um ou outro modelo.
Temos recebido críticas de alguns de nossos leitores, alegando que os relatos e impressões não são fidedignos, uma vez que não fizemos os “test drivers” nas motos. Reconhecemos isto como uma lacuna, a qual se dá por conta que mesmo tendo por várias vezes solicitado oportunidade de “test drive” perante concessionárias e representantes das marcas, os mesmos sempre são negados ou na maioria das vezes simplesmente não nos é dado retorno. Temos isso como reflexo do mercado de consumo e perfil dos consumidores brasileiros, que geralmente compram motocicletas sem ao menos ter a oportunidade de experimentar as mesmas.
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